quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Visita ao Inhotim - desenhos e comentário

 

A galeria escolhida pelo nosso grupo na visita ao Inhotim foi a Adriana Varejão, projetada pelo arquiteto Rodrigo Cerviño em 2008. A galeria foi projetada já com a definição das obras que seriam expostas, e fica bastante perceptível a continuidade entre as obras e a arquitetura, que parecem se fundir numa grande obra única.


No edifício se destaca a implantação, aproveitando o desnível do local, e o contraste entre as formas retas e cores monocromáticas (cinza do prédio e azul do espelho d’água) e as formas orgânicas e cores e sombras da natureza que envolve o prédio.

Outra coisa muito interessante é a fluidez do percurso, desde o espelho d’água, passando pela entrada da galeria e a circulação entre os andares. Os caminhos são bem definidos e o observador segue o percurso de forma intuitiva e natural.

Agora falando de uma forma mais geral sobre o Inhotim, parece existir uma certa evolução na concepção das galerias ao longo do tempo - as primeiras a serem construídas são mais “convencionais”, enquanto nas mais recentes parece existir uma maior liberdade e exploração das possibilidades de ocupação e definição do espaço pelas galerias.

De toda forma, a grande marca do Inhotim é a integração e contraste das galerias com o entorno natural. Algumas são mais integradas, como a galeria Matthew Barney, escondida no meio das árvores; outras tentam se destacar mais do ambiente, como a Doug Aitken (Som da Terra), mas no geral cumprem um propósito de ressaltar tanto a paisagem do entorno quanto a própria arquitetura da galeria.

domingo, 16 de outubro de 2022

Sintegração sobre abertura

Na dinâmica de sintegração os participantes são divididos em salas em que ocorrem discussões simultâneas, sobre temas diferentes. Além disso, cada um tem um papel específico na sala/discussão que está participando, como debatedor, crítico ou observador. A cada rodada da dinâmica as salas são redivididas e os papéis de cada um podem mudar, com o objetivo de que ao final todos tenham assumido todos os papéis.

O meu trajeto, com os papéis e assuntos discutidos em cada rodada, está listado a seguir:

Rodada 1

Debatedor - Sala 3 - Discutir a relação do virtual com a vida cotidiana (com a sociedade / tempo-espaco — tendo como referência inicial o Familistério)

Rodada 2

Debatedor - Sala 8 - Discutir a interatividade interativa e a interatividade não-interativa exemplificando com "objetos" (quase-objetos ou não-objetos), espaços e situações do cotidiano

Rodada 3

Observador - Sala 9 - Discutir "objeto" (quase-objeto, não-objeto) como obstáculo para remoção de obstáculos pensando em como obstacularizar o mínimo possível

Rodada 4

Crítico - Sala 16 - Discutir como passar da experimentação estética com a abstração na tela bidimensional para o não-objeto no espaço tridimensional e, mais além, na direção da interatividade-interativa


Vou citar alguns aspectos que achei interessantes na dinâmica como um todo. As discussões e as críticas foram mais produtivas em alguns grupos do que em outros, ou seja, a dinâmica não fluiu da mesma forma entre os grupos e assuntos. A sequência das rodadas e a divisão dos temas também possibilitou uma discussão cumulativa: assuntos que foram tratados em grupos anteriores, por outras pessoas, foram retomados em um grupo posterior para agregar à discussão do momento. E quando as pessoas são colocadas em papéis diferentes, fica bem claro que existem diferentes perspectivas e possibilidades de absorver e aprender com o que está sendo discutido. Não é só participando ativamente do debate que se pode avançar no entendimento das ideias e conceitos, e às vezes é importante se distanciar e somente ouvir o que os outros têm a dizer.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Stop Motion em grupo - Não-objetos proativos

 Versão final


  Versão preliminar


Grupo: Abner, Ana Carolina, Caio, Érika, Laura Constantino, Livia, Luiza Ventura, Pedro, Sara

Não-objeto programático e paramétrico

 

 

 

 

 

 

 


Diretrizes do grupo:

O não-objeto deve ser feito com o encaixe de peças retangulares de papelão, com tamanho a definir individualmente. As peças terão cortes (em sentidos diferentes) para abrir múltiplas possibilidades de montagem e encaixe. Algumas peças devem ser feitas com a aba da caixa de papelão, usando a dobradura para incluir movimento ao não-objeto.

Grupo: Abner, Ana Carolina, Caio, Érika, Laura Constantino, Livia, Luiza Ventura, Pedro, Sarah