A galeria escolhida pelo nosso grupo na visita ao Inhotim foi
a Adriana Varejão, projetada pelo arquiteto Rodrigo Cerviño em 2008. A galeria
foi projetada já com a definição das obras que seriam expostas, e fica bastante
perceptível a continuidade entre as obras e a arquitetura, que parecem se
fundir numa grande obra única.
No edifício se destaca a implantação, aproveitando o desnível do local, e o contraste entre as formas retas e cores monocromáticas (cinza do prédio e azul do espelho d’água) e as formas orgânicas e cores e sombras da natureza que envolve o prédio.
Outra coisa muito interessante é a fluidez do percurso, desde o espelho d’água, passando pela entrada da galeria e a circulação entre os andares. Os caminhos são bem definidos e o observador segue o percurso de forma intuitiva e natural.
Agora falando de uma forma mais geral sobre o Inhotim, parece existir uma certa evolução na concepção das galerias ao longo do tempo - as primeiras a serem construídas são mais “convencionais”, enquanto nas mais recentes parece existir uma maior liberdade e exploração das possibilidades de ocupação e definição do espaço pelas galerias.
De toda forma, a grande marca do Inhotim é a integração e contraste das galerias com o entorno natural. Algumas são mais integradas, como a galeria Matthew Barney, escondida no meio das árvores; outras tentam se destacar mais do ambiente, como a Doug Aitken (Som da Terra), mas no geral cumprem um propósito de ressaltar tanto a paisagem do entorno quanto a própria arquitetura da galeria.


